segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Conjecturas

   É engraçado perceber a sua maior idade hipotética, você é maior para votar, dirigir, responder por seus atos, entre outras coisas. Entretanto não é maior para questionar as concepções e leis arcaicas que nos surpreende a cada dia mais.
     Você não é maior para cuidar de sua própria vida, nem de fazer escolhas que nem sempre serão as certas, não é maior para saber o que é bom ou não, e por sinal também não pode tentar algo porque no final supostamente não vai dar certo. 
    Por que? Por que não vai dar certo?
      É verdadeiramente impressionante poder observar a fé fajuta e antiquada que se finge demonstrar em demasiadas situações, mas quando se vai conversar com outro frequentemente se ouve frases como, "ainda bem que morreu", "aquela coisa ali", "é preto mas é bonitinho".
     Afinal que conceito é esse que faz o outro inferior simplesmente por ser diferente, que opiniões pre estabelecidas usamos para  poder criticar algo por que lhe é desconhecido.
    Sinceramente ainda bem que não somos imortais, seira o cumulo do absurdo lidar com conceitos de a.c.  

domingo, 15 de dezembro de 2013

Reavaliação

Teve um tempo em que eu acreditava que as coisas eram imortais, e que nada nunca mudaria.
Que as pessoas eram redondas e que sendo assim, do jeito em que as conheci ficaria.
Tem dias em que penso que o próximo passo pode ser o mais importante, ou talvez o ultimo
Tem meses que tenho uma vontade imensa de acabar com tudo, fala chegar e chutar o balde
Tem horas em que eu percebo que as roupas que você veste vale mais para alguém que te conhece a vida inteira do que todas as suas atitudes.
Que você não conhece ninguém, e sinceramente duvido que a si mesmo.
Que você e o resto do mundo, só vê o que melhor lês prover.
Que conviver apenas escutando defeitos e a melhor forma de destruição
Que nem sempre escolhemos bem, e que devemos ter o direito de quebrar a cara de vez em quando
Que os parentes são péssimos conselheiros e que eles tem uma visão ridículo e preconceituosa sobre o mundo
Que demasiadas vezes esperamos que as coisas caiam do céu.

Também aprendi nesse longos 19 anos que nenhum dia é melhor do que o outro, que os anos que vivi foram exatamente o que eu fiz deles, que a vida é melhor quando temos direitos de escolha, que eu adoro o jeito que eu sou, quieta e ao mesmo tempo uma pirralha, e tão tão complexa.
E o melhor de tudo eu entendi que o melhor da vida não é aquilo que esperamos tão ansiosamente mas aquelas pequenas perolas que colhemos em lugares inoportunos.
Que as vezes em simples grãos de areia é possível encontrar estrelas e talvez uma constelação inteira, que eu quero que o quadro torto pendurado na minha parede seja uma praia, em um dia de sol, em que eu possa me enxergar vivendo um dia de cada vez sem esperar que me segurem e me ensinem a refazer os meus passos.
E o melhor eu finalmente entendi que depois de tudo, o que nos resta e o que fizemos, o que nos foi importante, a marca que você deixou, talvez não no mundo mas sim nas pessoas que passaram em sua vida, que sinceramente eu amo o que me foi dado ate hoje e que o melhor proveito que eu possa tirar disso hoje é : valeu a pena.



sábado, 14 de dezembro de 2013

Passado, presente

      Me sinto perdida no tempo em relação a você, parece até que o tempo voltou atras. Todas as muralhas que eu construí cai por chão em segundos com um gesto que não me parece falso, é tão fácil retribuir a uma gesto, mecânico seu, mas a cada mecanismo seu desmorona mais uma parede dentro de mim, é incompreensivo a profundidade dos sentimentos que eu tenho por você, me parece surreal, mas somente de recordar um simples gesto um simples toque casual é como se eu obtivesse luz própria e a minha felicidade é tão empolgante, tão boa, que eu não consigo parar.
     Cria se um enredo dentro de mim, só existe eu e você e mais ninguém e o mundo é um lugar maravilhoso e não existe limite, contratempos pretensões, é maravilhoso. Eu acordo e me lembro que não é assim, droga porque não?
    Por que nos vivemos de modos distintos e você me considera uma irmã.
    Entretanto os seus mecanismos me corroem e eu não sei o que me faz mais mal, a sua presença inibidora, ou sua saudade nauseante, simples frases tomam duplo sentido e tudo vai ficar assim para sempre, até que eu possa perceber que vai continuar me vendo como uma irmã, mas é tao difícil.
    O sorriso dos seus olhos me cativo, é um ardor tão grande dentro de mim. Me encanta falar com você, ouvi sua voz é como uma lufada de ar fresco para mim, frio e maravilhoso.
    Mas frio você é e não vai mudar, mas a extensão dos meus sentimentos também não, é tão doce em um momento e tão amargo no outro.
    Você não pode saber, afinal eu vou ser sempre como sua irmã mais nova.

Problemas comigo

Tem momentos em que literalmente devemos retomar os nossos valores e preconceitos que nos foram infundidos quando ainda criança.
 Se por acaso usar uma saia de renda até o joelho me torna uma vadia, então eu sou uma vadia, se brigar por uma bobeira me torna uma menina de 12 anos então eu sou. Se usar roupas ou questionar conceitos ridículos me torna uma puta então eu sou.
Alem do mais o que torna esses famosos "críticos" pessoas certas para nos dar sugestões, que em primeiro lugar nem foram pedidas.
A questão principal é que maldito freio de cavalo eles usam? Que merda. Entretanto temos que ouvir tais opiniões como, se o mundo estivesse preso somente em um local o deles próprios e que é uma coisa aparentemente estática, sera que já passou por certas cabeças de vento que eu não estou interessada em palpites alheios ou quiza que o que eu visto é para mim e não para os outros, e que em nenhum momento eu pedi a medíocre opinião deles.
Sinceramente é um fato em que penso o que leva alguém a questionar os valores de outrem, sendo que não foram criados do mesmo jeito segundo regras que por algum motivo não entendível  passa de geração para geração.
Por qual direito achamos que podemos julgar o outro?  Porque?
Não sei, sei que se não aprovam o jeito que eu me visto, faça melhor e me de algo que seja ou digo de vocês.
Ou melhor au revoir!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A menina

Havia uma menina, que o seu maior sonho era ser feliz, ela acreditava que as coisas tinham um significado maior e que nada no mundo iria faze la desistir. Que a vida tinha um ideal e que as pequenas vitorias que conquistava era algo a ser comemorado, independente de sua magnitude.
Infelizmente ela vivia em um ambiente, onde tudo era errado e que as pessoas estavam acomodadas a tal ponto, em que tudo o que diferente era visto por maus olhos. A menina queria mudar e progredir junto com seus erros ir aprendendo dia a dia a superar os seus limites e conquistar um espaço que ela poderia considerar seu, infelizmente junto a seus pais isso não era possível.
Ela aprendeu desde de cedo, que as pessoas gostavam de proteger os filhos para que os mesmos não sofressem, como os pais haviam sofrido, mas também compreendeu que não podia seguir sua vida baseando-se nos erros dos pais. Que nem sempre aquilo que dava errado uma vez, era regra apenas uma exceção, por isso ela não comentava o que fazia, nem o que queria, o pai pensava que ela iria ser como ele e trabalhar na roça a mãe sonhava que ela seria dona de casa como ela, felizmente ela tinha irmãos suficiente para realizar os sonhos dos pais.
A menina cresceu rodeada de pessoas que tinham medo da vida, medo de fazer diferente. E fugindo dos padrões impostos ela queria mais, seu maior sonho era colocar uma mochila nas costas e fugir para lugar nenhum, onde aqueles obstáculos que eram muros gigante onde vivia não passava de pequenos quebras molas. ultrapassando as barreiras a menina fugiu, e seus pais com medo dessa repercussão simulou a sua morte.
A garota correu vilas e bairros, cidades e países, mas nada era o suficiente, sempre havia algo na próxima esquina que não a deixava quieta. Que a impulsionava a tentar mais uma vez, e tentando e tentando a felicidade nunca estava completa, suas perolas eram imensas, mas não o suficiente para ela se aquietar, ela queria a adrenalina, a vontade implícita, no de desejar algo e foi assim correndo e dançando em cada esquina que ela encontrou a morte em uma pirueta perfeita.

sábado, 31 de agosto de 2013

Houve um tempo

Houve um tempo em que o céu e as estrelas não era o suficiente
Que a vontade e a cobiça eram tão grandes que nem todo o universo seria suficiente para aplacar
Que as coisas, tinham luz própria e tudo novo tinha um estigma e um preço supervalorizado
Em que se podia acreditar que nem os espinhos mais afiados nos fariam mal
Que a simples vontade de viver era superior mesmo a morte

Houve não a muito tempo
Pessoas que faziam as coisas simplesmente por fazer e porque nadas as impediam
Que correr na rua era algo divertido e não tinha nada do que se envergonhar
Que andar na chuva era bom e não pensávamos em resfriado
Que acreditar era algo tão simples como a folha que cai no outono

Houve um tempo também
Quem acreditasse no ser humano
Que não te detonavam por seus erros,
Que suas conquistas eram levadas em consideração
que suas falhas era só mais um motivo para se fazer de novo

Houve também uma época
Pessoas que gostavam de nos pelo que eramos, e não pelo que representávamos
Quando você podia contar com alguém pelo simples fato de que era conhecido
Quando a palavra amizade significava algo
Quando não se dizia saudades de você, morando a um quarteirão de distancia

Ocorreu algo em nos
Algo que nos fez esquecer das prioridades
Algo que nos mostrou que amar e complicado,
E por isso os objetos não nos decepciona
Que as palavras se transformarão em vazio
Que a vida não significa nada

Simplesmente aconteceu algo que nos fez ver que como objetos seriamos mais uteis.

domingo, 2 de junho de 2013

coisas de bela

Um dia super
Uma noite super
Uma vida superficial.

Nascida no amago de ser feliz, 
Simplesmente estar bem consigo 
Com o mundo de um sonho irreal, 
E um tanto incoerente.

Criada das profundezas das almas
Dominadas de querer saber
De querer ser possuída por algo a mais.

Algo que se crê,
Para tornar real
Um tanto interessante e 
grosseiro de certa forma.

Entretanto substancial,
Algo em que se pode acreditar,
Que pode realizar
Algo em que crer.

E melhor
A vida superficial de certa forma, 
Se torna real.

Uma realização do que sonhar
Em que acreditar, 
Embora muitas vezes duvide do real
Duvide do inquestionável.


Porem em que se pode acreditar
No imaginário,

Nas pessoas que falam sem ter muita certeza
Daquilo que realmente se crê.