quarta-feira, 4 de abril de 2018

Por aí

Viver é sobretudo sobreviver
Estar aqui é esquecer quem eu sou
Para lidar com pessoas que me suportam.
E suportam porque?
Por pena, por qualquer coisa indefinida.

Estar aqui é viver em constante espaço
De supressão, tentando entender
E agradar a um universo que vai me deprimindo e esmagando
De modo que eu já não sei quem eu sou, ou onde estou
Afinal nem sei para onde vou.

Ser eu, é lidar dia após dia com a sensação de isolamento
De vazio, de solidão.
É lutar constantemente com um depressão latente
Que me invade e me submete a seus desejos e conspirações.

Eu já nem sei quem eu sou
Estou pedindo socorro
Socorro para qualquer alma que possa ver
Socorro por que a mera existência
Já não é mais suficiente
Socorro por saber que eu não sou mais o suficiente
E me pego pensando se eu já fui o suficiente
Para mim? Para alguém.

Me vejo presa em palavras que não foram ditas
Por ideias não entendidas
Por um mundo imerso nele mesmo
E que não quer sair.

Me vejo presa dentro de mim
Não sei como sair.