Houve um tempo em que o céu e as estrelas não era o suficiente
Que a vontade e a cobiça eram tão grandes que nem todo o universo seria suficiente para aplacar
Que as coisas, tinham luz própria e tudo novo tinha um estigma e um preço supervalorizado
Em que se podia acreditar que nem os espinhos mais afiados nos fariam mal
Que a simples vontade de viver era superior mesmo a morte
Houve não a muito tempo
Pessoas que faziam as coisas simplesmente por fazer e porque nadas as impediam
Que correr na rua era algo divertido e não tinha nada do que se envergonhar
Que andar na chuva era bom e não pensávamos em resfriado
Que acreditar era algo tão simples como a folha que cai no outono
Houve um tempo também
Quem acreditasse no ser humano
Que não te detonavam por seus erros,
Que suas conquistas eram levadas em consideração
que suas falhas era só mais um motivo para se fazer de novo
Houve também uma época
Pessoas que gostavam de nos pelo que eramos, e não pelo que representávamos
Quando você podia contar com alguém pelo simples fato de que era conhecido
Quando a palavra amizade significava algo
Quando não se dizia saudades de você, morando a um quarteirão de distancia
Ocorreu algo em nos
Algo que nos fez esquecer das prioridades
Algo que nos mostrou que amar e complicado,
E por isso os objetos não nos decepciona
Que as palavras se transformarão em vazio
Que a vida não significa nada
Simplesmente aconteceu algo que nos fez ver que como objetos seriamos mais uteis.