Infelizmente ela vivia em um ambiente, onde tudo era errado e que as pessoas estavam acomodadas a tal ponto, em que tudo o que diferente era visto por maus olhos. A menina queria mudar e progredir junto com seus erros ir aprendendo dia a dia a superar os seus limites e conquistar um espaço que ela poderia considerar seu, infelizmente junto a seus pais isso não era possível.
Ela aprendeu desde de cedo, que as pessoas gostavam de proteger os filhos para que os mesmos não sofressem, como os pais haviam sofrido, mas também compreendeu que não podia seguir sua vida baseando-se nos erros dos pais. Que nem sempre aquilo que dava errado uma vez, era regra apenas uma exceção, por isso ela não comentava o que fazia, nem o que queria, o pai pensava que ela iria ser como ele e trabalhar na roça a mãe sonhava que ela seria dona de casa como ela, felizmente ela tinha irmãos suficiente para realizar os sonhos dos pais.
A menina cresceu rodeada de pessoas que tinham medo da vida, medo de fazer diferente. E fugindo dos padrões impostos ela queria mais, seu maior sonho era colocar uma mochila nas costas e fugir para lugar nenhum, onde aqueles obstáculos que eram muros gigante onde vivia não passava de pequenos quebras molas. ultrapassando as barreiras a menina fugiu, e seus pais com medo dessa repercussão simulou a sua morte.
A garota correu vilas e bairros, cidades e países, mas nada era o suficiente, sempre havia algo na próxima esquina que não a deixava quieta. Que a impulsionava a tentar mais uma vez, e tentando e tentando a felicidade nunca estava completa, suas perolas eram imensas, mas não o suficiente para ela se aquietar, ela queria a adrenalina, a vontade implícita, no de desejar algo e foi assim correndo e dançando em cada esquina que ela encontrou a morte em uma pirueta perfeita.